
Quando analisamos o sistema penal brasileiro, o contraste salta aos olhos.
🔹 Políticos e figuras poderosas – Casos como o de Lula (descondenado pelo STF), Sérgio Cabral (condenado a mais de 400 anos e já em liberdade), José Dirceu (envolvido em escândalos bilionários e solto após benefícios judiciais) e até criminosos como André de Oruan (acusado de liderar esquemas de tráfico) mostram que, com influência, conexões e bons advogados, sempre existe uma saída pela porta da frente.
🔹 Presos de 8 de janeiro – Em contraste, centenas de manifestantes, muitos sem antecedentes criminais, receberam penas severas que variam de 14 a 17 anos de prisão, com acusações de golpe de Estado, associação criminosa, dano ao patrimônio público e abolição violenta do Estado de Direito. Diferente dos figurões políticos, eles não tiveram penas abrandadas, nem benefícios imediatos, permanecendo em regime fechado e enfrentando processos longos e desgastantes.
📌 O que se vê é um sistema com dois pesos e duas medidas:
- Para os poderosos, a lei é flexível, cheia de brechas e benefícios.
- Para os cidadãos comuns, a lei é implacável, rígida e sem concessões.
Essa disparidade alimenta a indignação popular e fortalece a percepção de que a Justiça brasileira não é igual para todos. Enquanto corruptos milionários e criminosos de alta periculosidade conseguem liberdade antes do tempo, muitos dos presos de 8 de janeiro estão pagando com anos de suas vidas por atos classificados como crimes políticos.
👉 No Brasil, a verdadeira sentença parece não estar escrita no Código Penal, mas sim no peso do nome e do cargo que cada réu carrega.
Redação