
Por que não podemos naturalizar o comportamento dos magistrados?
Viagens em jatinhos privados, presença em eventos de luxo com empresários e advogados com interesses no Supremo e o crescimento acelerado da renda de familiares de ministros compõem um quadro que a democracia não pode tolerar.
Uma recente reportagem do Terra revelou que o ministro Dias Toffoli viajou em aeronave privada ao lado de advogado ligado ao Banco Master, instituição depois alcançada por decisões sob sua relatoria. A Transparência Internacional – Brasil classificou o episódio como “extremamente grave”, por ferir a aparência de imparcialidade. O Poder360 mostrou a resistência do STF em detalhar o uso de aviões da FAB, alimentando a opacidade. Já o Midiamax apontou aumento expressivo da atuação profissional de cônjuge de ministro após a posse — fato que exige escrutínio.
Não é “vida social”: é conflito de interesses. Normalizar privilégios, favores e sombras patrimoniais é corroer a confiança pública. Sem transparência total e investigação independente, o Judiciário perde legitimidade. Justiça que flerta com o poder econômico não é Justiça.